Jiu-Jitsu Adventure MS EP.06 Projeto Jiu-Jitsu F.J.U. O Jiu-Jitsu Universal
Depois da empreitada no Sul do Estado, precisava de um tempo pra recuperar o corpo. Então, fiquei um tempo me dedicando a Adventures mais curtas. Neste interim, fiz uma Adventure em Sidrolândia, e ir mais longe que lá, deixei para mais tarde. Uma mensagem no insta me trouxe uma Adventure bem próxima, diferente e inusitada.
Quem me contatou foi Carlos Jhordan, um faixa azul da Checkmat Campo Grande, academia que tenho uma ligação bem próxima, e que prometi que logo farei o episódio deles. Carlos me convidou para dar uma aula no projeto social que ajudava a tocar. O evento seria Sábado às dezoito horas, e pensei comigo, quem treina em um sábado de noite? Prevendo assim um evento com público reduzido.
Tenho uma profunda admiração por projetos sociais, logo, todo o convite a conhecer projetos sociais para mim é uma missão. Aceitei o convite de Carlos, e durante a semana segui minha rotina, aguardando sábado para ir conhecer o projeto dele. Pouco peguei de referências, a surpresa ajuda a me inspirar na escrita, saber muitos detalhes pode até ajudar em alguns aspectos, mas gosto desta alternância entre o conhecido e o desconhecido.
Perguntei ao meu aluno Melchor, alguém que parece ter explorado o Jiu-Jitsu da cidade muito mais que eu, se ele sabia aonde era o projeto. Ele me respondeu que sabia, falando “É perto, é lá na Universal da Mato Grosso”. Na hora fiquei surpreso “Na Igreja Universal????”.
Mesmo com a surpresa, dar aula em dependência de uma igreja Neopentecostal não era nada novo para mim. Durante alguns anos dei aulas em um salão alugado de uma igreja evangélica. Compartilhei espaço por muitos anos com fiéis da igreja, pastores e obreiros, em um tempo de minha academia que ficou carinhosamente conhecido como “Igrejinha”.
Em meu seminário costumo colocar uma
trilha sonora. O Reggae é o gênero musical que rege a aula sobre defesa
tartaruga. De alguma forma, minha paixão por este gênero musical jamaicano, se
liga intrinsicamente no meu modelo de movimentação e defesa da situação de
tartaruga que desenvolvi.
Tento
levar para o tatame a calma e o ritmo mais cadenciado do Reggae, para assim, acalmar
os nevos e deixar mais fluída a movimentação dentro deste momento perigoso da
luta. Bob Marley é meu cantor preferido, além da musicalidade, a mensagem de
suas músicas foram algo que me ajudaram em vários momentos da vida, logo, tento
compartilhar isso também. Só que não tinha certeza de que a música iria
conflitar com os dogmas do local. Levei a caixa de som e selecionei a playlist,
mas iria sentir se haveria clima propício para tal.
No Sábado, dia do evento, o dia foi atípico
para mim. Normalmente dou aulas de manhã e de tarde aos sábados, mas naquele
Sábado em específico, não tive nem uma nem outra. Perto das cinco da tarde, me
sentia bem e energizado para o evento, mesmo prevendo pouco público, minha
vontade em ensinar é a mesma de um grande público, pra mim o que vale é o
conhecimento compartilhado.
Se acreditava em pouco público de
lá, já meus alunos, se animaram em me acompanhar e inflar o público presente, conseguindo
assim, preencher o carro com três pelo menos. Os membros da aventura seriam o
incansável Melchor, sempre no comando da viatura, Luiz Guilherme, faixa azul
que encaixa o Jiu-Jitsu em sua jornada de tradutor e professor de inglês, e
Netinho, um jovem e tímido garoto faixa azul, além deles, Geovani, aquele mesmo
que me acompanhou na visita a Carlson Gracie MS, iria nos encontrar lá.
Estávamos prontos para sair, por ser
perto, não precisava de tanta pressa. Mesmo assim já estávamos em cima da hora,
arrumando as pressas as mochilas e quimonos no carro. Eis que na hora de sair,
Amarelão adentra o carro, como faz em cada vez que sente que irei sair de casa,
se recusando a sair lá de dentro de forma pacifica.
Amarelão ficou parado no centro do
carro, recusando qualquer investida que o tirasse dali. Desenvolvi um truque
barato para lhe tirar do carro, balançar um pedaço de presunto, sendo este
sempre um convite irresistível a me acompanhar. Mesmo sendo um cachorro
esperto, ele cai repetidas vezes neste truque, ou finge que caí para comer
presunto, ainda não sei ao certo. Amarelão não poderia nos acompanhar, mas
desta vez eu voltaria rápido para casa, não o deixando chateado por tanto tempo.
Seguimos
para o Jiu-Jitsu Adventure de Sábado a noite, para depois ainda levarmos
Netinho para conhecer os perigos da noite campo-grandense pela primeira vez
conosco. Algo que me jogou novamente nos tempos de juventude, em que sair na
noite era sempre uma aventura que tudo poderia acontecer.
De onde moro até o Templo da Igreja
Universal, não leva mais que quinze minutos. Chegamos ao templo, mas não
sabíamos exatamente qual o local do projeto, visto a vasta extensão do prédio.
Pedi a Melchor para adentrar o estacionamento, poderia ligar e perguntar
exatamente aonde era, mas confesso que gostaria de ver de perto aquela
estrutura.
O Templo da Igreja Universal é uma
das maiores e mais suntuosas construções da cidade, podendo ser vista de pontos
muito distantes tal é a robustez de sua estrutura. Por anos passo em frente a
este prédio, mas nunca havia o adentrado, desta vez gostaria de ver de perto o
Templo da Igreja Universal do Reino de Deus.
Enquanto Melchor nos conduzia para
mais próximo do prédio, à beira da escadaria que dava acesso ao templo, por
grandes portas consegui enxergar a dimensão do salão. Fiquei boquiaberto com o
avistar do teto bem alto, todo ornamentado e iluminado. A visão daquele teto me
achatou em fascinação, me dando a impressão de ser pequeno diante da
grandiosidade da engenharia humana inspirado na visão do sagrado religioso.
Continuamos
percorrendo ao redor do templo, até que vimos duas jovens garotas, devendo ter
no máximo a idade de Netinho. As garotas não pareciam vestidas para irem ao
culto dali, indicando que estávamos próximos de um local de vertente esportiva.
Avistamos um pequeno grupo de pessoas que pareciam frequentadores dali, aproveitando
para termos certeza de estar seguindo o caminho correto, digo do tatame, não da
vida. Eles nos indicaram que estávamos próximos, não da salvação, mas sim do
local do tatame, que ficava localizado exatamente em frente a Universidade
Unigran, prédio que se encontra vizinho ao Templo.
Seguimos
em direção ao local, que fica na parte de trás da entrada principal. Quando o
carro é estacionado, ao longe já consigo notar que há uma movimentação intensa
depois da escadaria que dá acesso ao local. Descemos todos do carro, e no
estacionamento já me encontro com Carlos. Ele nos recepciona e indica que irá
buscar um amigo para o treino, não parecendo apressado no processo.
Com Carlos indo buscar o amigo, não
precisaríamos nos apressar, visto que já estávamos praticamente vestidos com o
kimono, e o anfitrião teve um compromisso que poderia levar algum tempo.
Calmamente subimos a escadaria, conseguindo ouvir o som de várias pessoas na
parte de cima enquanto avançávamos, indicando haver bastante gente. Quando a
subida está se acabando, minha visão já consegue alcançar o que havia naquele
local.
Em um amplo espaço a céu aberto, se encontravam muitos jovens fazendo diversas atividades. Já na primeira atividade, tínhamos montado o tatame, de tamanho médio e estreito. Minha primeira avaliação é sobre o espaço que terei para desenvolver a técnica. Com o tempo, aprendi a trabalhar com diferentes espaços de tatame, e aquele ali necessitaria de cuidado, mas que daria tranquilamente para fazer as movimentações que tinha em mente.
Ao chegar no tatame, alguns alunos ao redor se arrumavam para a aula, não muitos. Uma mulher e uma garota mais jovens nos recepcionam, tinha a impressão de já tê-las vista anteriormente, mas não me recordava de quando e nem onde, até me recordar ao final de termos compartilhado tatame durante uma graduação da equipe do professor Gersinho- Carlson Gracie MS. Quem nos recepcionou no tatame foi um faixa roxa bem grandão, que viria a saber que conhecia já havia muito tempo.
Em sua apresentação, o faixa roxa,
que me pareceu ser o responsável pelo projeto, se apresentou já dizendo que me
conhecia, mas que provavelmente não me lembraria dele. Ele estava certo neste
ponto, tenho uma memória boa para rostos, e por mais que buscasse em minha
biblioteca memorial, não consegui acessar em que momento teria o conhecido.
O mistério durou pouco, ele não
tinha intenção de testar se minha memória me faria recordar dele, anunciando
que havia me conhecido no tempo da Fight Sports. Com este acesso, consegui pelo
menos me localizar no tempo e no espaço, que se trataria provavelmente do final
da década de 2000, tempo em que era eu era jovem e ele um garoto ainda.
Devidamente apresentado ao momento
em que nos conhecemos, ele se apresenta a mim como Rael, que é um dos
responsáveis pelo projeto, juntamente com Carlos John. Rael me contou que se
lembrava de mim quando tinha quinze anos, tempo que começou a treinar Jiu-Jitsu
na Fight Sports, logo, realmente seria difícil para minha memória recordar dele
o encontrando já adulto.
Se não haviam ainda muitos alunos no
Jiu-Jitsu, ao redor havia um fluxo grande de pessoas. Ao lado do tatame algumas
meninas ensaiavam algum número de dança. Mais ao fundo do espaço, haviam alguns
garotos e garotas jogando Ping Pong (não sei se era Tênis de Mesa, estou
sabendo que tem diferença), e mais ao fundo ainda, um futebolzinho de rua
estava rolando. Na faixada do local estava indicado qual era o nome do espaço:
Força Jovem Universal.
Realmente o espaço atendia o ensejo
de atrair a juventude, havendo muitos deles ali. Nós do Jiu-Jitsu estávamos um
pouco fora da categoria “Jovens”, com boa parte do pessoal presente tendo pra
lá dos trinta anos. Mas naquela noite éramos jovens também. Em um espaço
aberto, com o vento leve de um início de noite de sábado, estávamos prontos
para começar o treino.
Aos
poucos foi chegando mais gente, a maioria não atendendo o padrão “Jovem”. Os
alunos que chegavam, me cumprimentavam com muito respeito e admiração. Quando Carlos
John chegou com seu amigo, que vinha do distante Belém do Pará, estávamos
prontos para começar a noite. Tinha uma ótima expectativa para a aula que iria
rolar, uma aula ao estilo jovem.
Quanto
ao som, não haveria acústica adequada, nem ambiente propício para música. Mesmo sem as músicas, não seria um problema
para a aula, a animação e energia da juventude em atividade, geraria o som da
trilha que iria guiar nossa noite.
Em
suas apresentações iniciais a minha pessoa, Rael e Carlps me deixaram lisonjeado
com os elogios que me teceram, o que me dava uma responsabilidade a mais em
corresponder às expectativas dos alunos deles, tal foi a propaganda feita por
eles sobre mim.
O
tatame tinha um bom espaço, somente tendo o problema de possuir alguns buracos
com dentes quebrados. Mesmo com este perigo, não acredito que isto seja um
impedidor de ter um bom treino, basta ter: cuidado com os dedos para não
prenderem, calcular os movimentos e pedir, seja a qual energia superior for,
que nada aconteça.
Em
uma iluminação não tão intensa, mesclando luz e a penumbra trazida pelo escuro
da noite, dava um cenário que limitava a visão. Seria interessante trabalhar
naquela ambientação, ar livre, luz noturna, atividades que competiam atenção
com o Jiu-Jitsu, além de várias pessoas assistindo em volta, assim como
curiosos que passavam pela na rua e viam por dentre as grades o espaço que estávamos.
Enquanto
a aula ia rolando, mais gente foi chegando, composta principalmente por membros
da academia Checkmat Campo Grande, mas aguardem que falarei deles quando for
fazer o Adventure por lá. Em instantes, o espaço do tatame estava cheio,
competindo agora em público com as outras atividades.
Um
detalhe bem interessante deste seminário, foi um número grande de faixas
brancas recém iniciados no esporte. Normalmente em seminários ou aulas
especializadas, não temos muitos deles. Ter aqueles alunos no treino, me dava
um desafio interessante a mais, me recobrando de um dos sacerdócios do
Jiu-Jitsu, mas que vejo muita gente esquecendo, a paciência em compartilhar o
Jiu-Jitsu com quem está no início da jornada.
Por
alguns momentos imaginei o que estariam pensando as pessoas que passavam na rua,
assistindo a um monte de gente, sábado a noite, vestida de quimono, amontoado
em um tatame, e se arrastando pelo chão tal como um caracol... pode internar
que este povo enlouqueceu!
Tentei
trazer este elemento mais jovem para a aula, buscando ter uma dinâmica maior,
não me delongando nas explicações. Mesmo em um ritmo mais acelerado, busquei
levar a calma e tranquilidade necessárias para os movimentos, unindo o vigor
jovem com a calma e paciência, elementos que adquirimos através da experiência,
mesclando assim, as qualidades que estes dois momentos diferentes da vida têm.
Procurei treinar com os jovens, de
idade, e principalmente, de Jiu-Jitsu. As faixas são um reflexo de nossa
experiencia, por mais idade que tenhamos, ser um faixa branca é voltar a
infância, um faixa azul em uma pré-adolescencia, na roxa podemos ser o
adolescente rebelde, e na marrom podemos ser o adulto responsável (Descrição
etária definida pelo meu amigo e parceiro de Podcast: Breno Carioca).
Uma
mulher, que também não era jovem, ostentando ao seu lado uma família já com
filhos grandes, me chamou a beira do tatame. Ela me perguntou que dia que eram
os treinos, e eu respondi que não era o professor responsável, mesmo assim ela
quis compartilhar que estava gostando de assistir a aula, que não era algo tão
bruto quanto imaginava, e que sempre teve um sonho de praticar luta. Agradeci
ao elogio que ela fez a aula, a convidando para iniciar no esporte.
No
momento em que conversei com aquela mulher, que me disse que sempre teve um
sonho, mas que a vida ainda não a havia deixado realizar, pensei o quão
importante pode ser levar o Jiu-Jitsu para mais pessoas, gente como ela, que
naquele momento poderia ter uma chance de viver algo, que mesmo nunca tenha praticado,
já a fascinou.
Nesta levada a aula fluiu, com a
empolgação e atenção de quem realmente vive o Jiu-Jitsu como estilo de vida, ou
pelo menos está começando a entender como é este sentimento. Viver o Jiu-Jitsu
num sábado à noite, em um projeto, no qual várias pessoas estão se iniciando na
arte, me fez lembrar de como é gratificante o compartilhar de conhecimento, o
que me faz aproveitar ao máximo o que de melhor tem esta arte marcial.
Terminei de passar as técnicas, e
convidei quem quisesse para vir treinar comigo. O tatame fervilhou com tanta
gente rolando ao mesmo tempo. Ninguém saí de casa pra treinar num sábado a
noite sem ter vontade de sair na mão, este é o momento em que a juventude
aflora em quem pratica Jiu-Jitsu, e a vontade é naqueles minutos extravasar sua
energia de combate.
Realmente queria treinar com o
elemento jovem, buscando parceiros de treinos de menos graduação ou de idade
mesmo. Os jovens faixas brancas chegavam um pouco receoso, mas aos poucos iam
soltando suas técnicas ainda em formação. Gosto quando consigo treinar com
alguém iniciante e trazer algo de positivo naquela experiencia para ele ou ela,
demonstrando que é com alguém mais experiente que temos grandes possibilidades
de aprender.
Aos poucos voltava menos gente para
os rounds, ficando somente aqueles mais fanáticos por treino. Até que em certo
ponto, parecia já ser o bastante para um sábado a noite, e se todo mundo espera
alguma coisa, de um sábado a noite, não podemos nos matar de cansaço no início
dele.
Quando o treinamento terminou,
vários dos alunos do projeto vieram me agradecer o treino e tirar uma foto de
recordação daquela noite. Um jovem, que não havia participado do treino, me
pede para dar uma entrevista, para algum veículo de comunicação interno deles.
Me sinto honrado de poder fazer aquilo, chamar mais jovens para treinar o
Jiu-Jitsu, este chamado é uma responsabilidade que eu gosto, que me faz superar
até mesmo minha timidez em dar entrevistas e aparecer falando pra uma câmera.
Rael e Carlos foram anfitriões
incríveis, fazendo os agradecimentos finais ainda mais elogiosos que os do
início. Agradeci de verdade a experiência que aquele projeto me trouxe, de
conhecer uma realidade nova, pessoas novas, e que compartilham a mesma paixão que
eu, viver o Jiu-Jitsu. Estes dois professores veem fazendo um grande trabalho,
e torço para que mais jovens sejam atraídos pela magia da arte suave.
Durante
sua fala de agradecimento, Rael me fez refletir bastante. Ele disse em
determinado momento, que quando jovem eu havia o inspirado, me apontando como
exemplo. Fiquei orgulhoso de em algum ponto tê-lo inspirado, e hoje ele dedicar
sua vida a este caminho.
Em uma autoanálise, diria que não posso
me considerar um exemplo em todas as áreas da vida. Vida e Jiu-Jitsu se
confundem nas razões da maioria de meus passos, mesmo assim, sou um humano falível. Mesmo com tantas topadas no trajeto, ser visto
como inspiração ameniza a minha autocrítica sobre várias escolhas que fiz, e
faz ter válido a pena ter percorrido esta estrada.
Eu e meus alunos saímos satisfeitos
demais com tudo que envolveu aquela noite, conhecemos gente nova, treinamos em
um ambiente bem diferente do que estamos habituados, e em um horário bem
alternativo. Vale a pena para quem em seu sábado a noite não estiver se
sentindo movido aos prazeres da vida noturna, ir até o projeto FJU, e presenciar como que a magia do Jiu-Jitsu é universal.
Voltamos radiantes para a casa, mas
havia uma missão ainda, levar o Netinho para conhecer a noite campo-grandense.
Eu, Netinho e Guilherme, nos aventuramos pela noite. Me sentia cansado, mesmo assim, sair a noite, parecia uma comemoração a mais uma missão cumprida com sucesso do Jiu-Jitsu Adventure. Se para o Jiu-Jitsu
ainda me sinto jovem, para a noite nem tanto, precisando sempre encontrar locais com lugar pra sentar.
Aquela
experiência havia saciado minha sede por emoção e aventura, me colocando em um
estado zen, me conduzindo em segurança pela noite, demonstrando isso para meu
jovem pupilo. Ao final daquela jornada, a fadiga do meu corpo me fez lembrar
daquela velha musiquinha sobre juventude “Se você é jovem ainda, jovem ainda,
jovem ainda, amanhã velho será, velho será...”.

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